Lá vem ela, falar de conhecimento de novo (mas fica comigo, prometo que vai ser uma leitura bem boa!).
Conhecimento é tudo aquilo que
adquirimos por meio da leitura, experiência, vivência e práticas. Basicamente,
conhecimento é tudo que está armazenado no nosso cérebro, e que nem sempre é
aprendido somente por meios formais, mas, principalmente, no modo de fazer.
É aquela coisa que você sabe fazer, muitas vezes sem nem
pensar em como que faz, só faz... Até que alguém pergunta: nossa que
interessante, como que você faz isso?
Poucas coisas são, de fato, inéditas na história. O
conhecimento foi passado, de geração em geração, desde os tempos de Adão e Eva
a cada ser humano que pisou aqui. Com o passar do tempo, do aumento de pessoas
e da propagação da informação, é certo que ninguém sabe tudo sobre tudo –
sempre temos algo a aprender – mas também é certo que dentro de nós, um mundo
de conhecimento se torna tácito, ou seja, se torna um conhecimento
internalizado, processado e realizável por nós mesmos, mesmo que de maneira imperceptível.
Mas aí, então, entra a coisa mais linda que nós podemos
fazer: o compartilhar. O compartilhar, além de reforçar o seu conhecimento
tácito, torna o seu conhecimento em conhecimento explícito. Já percebeu que,
ensinando outra pessoa, você finca com mais certeza, o seu próprio
conhecimento?
Como você lava o banheiro, por exemplo, foi, de alguma
forma, ensinado por alguém, mas quando você compartilha com outra pessoa, essa
pessoa aprende sobre o seu jeito e você pode aprender algo novo – como aquela
diquinha de produto de limpeza que funciona super no banheiro dela e que você
não sabia e que agora pode aplicar.
Isso é transformar conhecimento tácito em conhecimento
explícito.
Foi assim que sobrevivemos e evoluímos como humanidade.
Reter um conhecimento para si, acreditando que somente você
deveria saber sobre aquilo, é loucura quando pensamos no senso de comunidade.
Não estou aqui dizendo sobre ter sua vida aberta e todos os
detalhes expostos: estou falando de conhecimento, não de intimidade – e nem de
fofoca. Observo muitos profissionais com medo de compartilhar seus
conhecimentos pois possuem o receio de serem ultrapassados, ou mandados embora,
sem perceber que é na troca de informações que crescemos e nos consolidamos no
que fazemos.
É ensinando o adolescente como se troca um pneu que ele
saberá trocar um pneu, é ensinando uma criança como andar é que ela anda. Como
humanidade, como animais (porque os animais também ensinam uns aos outros), o
conhecimento explicito nos preservou e nos fez avançar à níveis inimagináveis
com relação à nossos antepassados.
Continue investindo em conhecimento, continue aplicando e,
na medida do possível, aceitável e cabível, transfira seus conhecimentos para
alguém.
O conhecimento só ganha verdadeiro valor quando circula.
Aquilo que sabemos fazer, aquilo que aprendemos com o tempo, com erros, com prática e com experiência, não precisa ficar guardado apenas dentro de nós.
Quando compartilhamos conhecimento, ajudamos outras pessoas a crescer — e, curiosamente, crescemos também.
Afinal, boa parte do que sabemos hoje existe porque alguém, em algum momento da história, decidiu ensinar.
Agora, se você vai cobrar ou não por esse conhecimento… bom, aí já é assunto para outro post :D
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