O perigo do “sempre foi feito assim”


Quer uma resposta rápida pra já sair do blog? Eu te dou: num mundo cuja única certeza que temos é a mudança, o sempre foi assim te fará paralisar no tempo.

Quer uma resposta mais longa, argumentativa e reflexiva? Então fica aqui comigo.

Aí, pra quê inventar um novo jeito, se sempre deu certo assim? – Consigo até imaginar uma pessoa extremamente resistente a mudanças questionando no famoso rádio peão que ocorre no horário de almoço da empresa.

É como um navio prestes a bater no iceberg e alguém questionando:
“Mas pra que o piloto está tentando mudar a direção do leme?”

Mudanças... Eu sei, são terríveis se você não se adapta à elas – e vou te dizer, você precisará cada vez mais desse teor adaptativo daqui pra frente, porque principalmente após a pandemia, a única certeza que temos é a mudança.

Você lembra? Na pandemia, lojas que nunca atenderam via whatsapp tiveram que aprender a se virar, fábricas tiveram que reinventar o sistema de escala, e foi tanto se vira nos 30 pra conseguirmos seguir em frente que chega a ser curioso ainda existir tanta resistência à mudança, apegadas à modelos antigos, porque um dia funcionou.

Eu concordo, time que está ganhando não se mexe, mas é certo que sempre há algo novo que pode ser aplicado que facilitará, economizará, organizará ou qualquer coisa assim o tempo, o esforço mental, o jeito de fazer.

Mas por que resistimos tanto às mudanças?

Muitas vezes porque o que já conhecemos traz uma sensação de segurança. Mesmo que o processo seja lento ou ineficiente, ele é familiar. E o familiar parece mais confortável do que o desconhecido — ainda que o desconhecido possa ser muito melhor.

Manter a palavra no fio do bigode é bom, mas fazer um contrato com assinatura é excelente. Fazer um contrato com assinatura é ótimo, registrá-lo em cartório é melhor ainda. Pegar a fila do cartório pode ocupar um tempo, então por que não assinar de maneira digital? Fazer contratos físicos é bom, mas porque não o fazer de maneira digital para atender mais clientes de outros estados?

Controlar gastos na cabeça é bom, mas anotar em um caderno é melhor. Anotar em um caderno é ótimo, mas registrar em uma planilha facilita visualizar para onde o dinheiro está indo. Usar uma planilha já ajuda bastante, mas por que não utilizar um aplicativo que categorize automaticamente os gastos?
E se o aplicativo já se conectar ao banco e mostrar relatórios mensais, melhor ainda — assim você toma decisões financeiras com mais consciência.

Percebe? Um processo simples, que antes travava no “sempre foi feito assim, pra que mudar?” se torna um processo diferente, mais profundo e de maior conhecimento, como por exemplo, o controle de gastos que se transformou em uma análise profunda da vida financeira: o que te permite tomar melhores decisões.

A inovação e a mudança fazem parte do nosso dia a dia mesmo que não percebamos. Aqui em São Paulo, por exemplo, há 8 anos atrás quando comecei a trabalhar, pegar o trem ainda era ao estilo antigo de comprar tícket somente no dinheiro e inserir na catraca e hoje em dia já podemos, em algumas estações do metrô, pagar a entrada com o cartão de crédito via aproximação. Percebe? A mudança acontece em tempo real, o tempo todo e temos excelentes ferramentas para otimizar processos simples, a fim de ganharmos qualidade de vida, otimização e economia (de tempo, energia, etc).

A verdade é que muitos processos que usamos hoje foram excelentes em algum momento do passado. Mas o fato de algo ter funcionado ontem não significa que ele continua sendo a melhor solução hoje.

Questionar o “sempre foi feito assim” não é desrespeitar o passado — é abrir espaço para melhorar o futuro. Até porque o futuro está aí, cada vez mais se tornando o presente.

Hoje existem profissões que simplesmente não existiam há pouco tempo. A forma de maternar já não é a mesma que nossas avós tinham. Em alguns supermercados já é possível fazer a própria compra e pagar sozinho no caixa automático. Onde estão as operadoras de caixa?

O maior risco, o maior perigo é que um dia o seu jeito de sempre fazer as coisas pode simplesmente não existir mais — e você então ficará parado no passado.

Afinal, processos evoluem, ferramentas evoluem e o mundo evolui.

A pergunta que fica é: você evolui junto ou prefere ficar parado no tempo?

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